BAMBU CHINÊS  
   Você sabia que depois de plantada a semente do bambu chinês não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo?
   Durante cinco anos todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída.
   Ocorre, então, que ao final do quinto ano, o bambu cresce até atingir uma altura de 25 metros.
   A respeito disso, um escritor de nome Covey assim escreveu:
   "Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês.
   Você trabalha, investe tempo, esforço, enfim, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento. Às vezes não vê nada por semanas, meses, ou mesmo, anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo (seu esforço), seu quinto ano chegará, e, com ele, virá o crescimento e as mudanças que você jamais esperou..."
   O bambu chinês nos ensina que não devemos desistir facilmente de nossos projetos e de nossos sonhos!!!
   Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a persistência e a paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos!!!
   É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
   
   TREINAMENTO C/ SHOMEN  
   Ataque com a mão direita ou esquerda.

   Usar do Te-Gatana [mão-espada] (ou punho): A fim de desferir um devastador golpe à um inimigo, você deve entender os princípios do céu e da terra; sua mente e corpo devem estar ligados ao divino, e ai deve existir um perfeito equilíbrio entre o manifesto e o oculto, água e fogo. Céu, terra e homem devem fundir-se como uma única força unificada neste caso um Tegatana- e você deve mover-se em harmonia com o cosmos impulsionado pelo divino; calor e luz devem irradiar de todo o seu corpo. Não oferecendo ao seu oponente a menor abertura ou permitindo uma quebra no fluxo de Kokyu e Ki, você deve estar consciente para a essência do “atacar.”
   De modo oposto, quando um inimigo ataca, mantenha-se sempre positivo, calmo, estável e cheio de energia, centrado no grande espírito do universo e sintonizado com a vontade dos deuses. Desse modo, mesmo que você esteja cercado por uma multidão de inimigos ou outros obstáculos, você conseguirá antecipar qualquer ataque e mudar de direção escapando para a direita ou esquerda. Além disso, você deve aprender como entrar na mente do seu oponente, e guiar-lhe através do caminho que o céu e a terra indicaram a você. Por exemplo, quando cercados por muitos inimigos você deve ser capaz de atrair-lhes para fora... para atacar na direção que você deseja, girar apropriadamente, e então lhes derrubando por de trás.
   Você deve iluminar a fronteira entre a vida e a morte. Sem preocupar-se com o que possa surgir, você deve estar preparado para receber 99% de um ataque do inimigo e olhar a face da morte nos olhos, a fim de iluminar o caminho.
   Ataque como o trovão e voe mais rápido que o relâmpago- esse é o modo que você deve agir. Mantenha estas coisas em mente enquanto você treina e aprenda como evitar totalmente a pressão de um ataque do inimigo. No passado, a estratégia era algo ensinado como uma expressão natural da presença do sublime.    Lute seguindo os ditames do céu e da terra, e treine para reagir em contraste no fluxo de Kokyu. 
   No treinamento apresentado aqui (NT: Neste livro), você deve assumir uma certa distância.
Isso deve ser feito de acordo com os princípios universais do manifesto e do oculto, água e fogo. Você deve aprender a avaliar, tanto física quanto espiritualmente, a distância entre você e o outro, enquanto mantêm-se centrado. Estar em ligação com o universo, treinando para dominar e unificar a maravilhosa energia da água e do fogo- a verdadeira estratégia de um real guerreiro não tem limites. Abra o reino da verdade, purificando e unindo todas as pessoas do mundo, e manifeste a glória da vontade imperial por todo o mundo.
   O treinamento no Budo constrói um verdadeiro caminho espiritual ensinando a agir sabiamente.
   Além disso, aqueles que treinam sinceramente em outras formas de Budo manifestam ensinamentos que refletem o grande propósito do céu e da terra, conduzindo ao esclarecimento. Portanto as virtudes da coragem, bom senso, amor e empatia estão unidas no corpo e mente, criando uma bela e valiosa espada que nos dirige a grandes realizações. A lei do Grande Caminho é estabelecida, a terra é protegida, e cada pessoa torna-se parte do processo. É assim que os guerreiros do Japão treinam; esse é o ato de abrir a porta de pedra. Se você aprende a controlar os elementos universais dentro do coração humano, você pode responder de acordo com os princípios da água e do fogo, Yin e Yang, quando um inimigo ataca. Se ele vem com Ki, golpeie com Ki; se ele vem com água, golpeie com água; se ele vem com fogo, golpeie com fogo.
   Pense sobre tais coisas e a relação delas com o moderno combate científico quando você estiver treinando.

Morihei Ueshiba
   
   GESTOS E CUMPRIMENTOS  

   O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este gesto é chamado "odigi" e significa respeito e afeição. Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão de cultivar.

  •  Cumprimentos básicos:

   Ohayo gozaimasu = Bom dia

   Konnichiwa = Boa tarde

   Kombanwa = Boa noite

   Oyasuminasai = Boa noite (quando irá dormir ou quando se despede de alguém à noite)

   Sayonara = Até logo, adeus

   Hajimemashite = Muito prazer

   Ogenki desu ka = Como vai?

  • Outras palavras importantes:

    Arigatô gozaimasu = obrigado(a)

   Iie doo itashimashite = por nada, não há de quê

   Sumimasen = desculpas, por favor. Utilizado quando se pede desculpas, ou quando irá pedir um favor, informação a alguém.

   Shitsurei shimasu = com licença, quando pedir licença para passar, para entrar na casa ou escritório de alguém, também quando você se retira de algum local antes que outras
pessoas.

   Gomenkudasai ou gomen nasai = me desculpe

   Hai = sim

   Irashaimassê = seja bem vindo  

  • Ao dirigir a palavra a outra pessoa:

  • Sama ou San

   Quando for falar com outra pessoa, sempre chamá-la pelo sobrenome, seguido de "san" ou "sama"(forma polida) que quer dizer senhor, senhora ou senhorita. Somente chamar pelo nome ou apelido quando esta pessoa autorizar para tal.
   No caso de pessoas que você não saiba o nome, quando pedir alguma informação, dizer "sumimasem" (por favor) seguido da pergunta.
   Na empresa, quando se trata de superiores, chamá-lo pelo cargo, por exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama.

  • Etiqueta à mesa

   Antes de começar a refeição, todos dizem "itadakimasu" e ao terminar dizem "gochiso sama". São frases que expressam apreciação e agradecimento pela refeição.

   Geralmente os japoneses comem com pauzinhos (hashi ou ohashi). A tigela de arroz é colocada à sua esquerda e a de sopa à direita, e os hashi são colocados em frente a elas, na horizontal.

   O correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para comer, podendo beber a sopa diretamente da tigela. Já os outros pratos e tigelas ficam sobre a mesa.

   Quando houver pratos que serão degustados por todos, terá um talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo para se servir.
   Quando não houver talher ou hashi, deverá se servir utilizando seu próprio hashi do lado oposto ao que você está comendo, mas dependendo do prato, seu hashi poderá ficar sujo, então poderá ser pedido um talher ou hashi para o prato, ou se estiver entre amigos ou pessoas mais íntimas, poderá dizer para não se importarem e se servirem com o próprio hashi, sem precisar utilizá-lo ao contrário.
   Enquanto estiver comendo o arroz, e quiser pausar, deverá deixar o hashi em cima da tigela na horizontal ou sobre hashioki (descanso de hashi). Não espete o hashi no arroz, isto significa arroz servido em velório.

   Quando os japoneses tomam sopa, é costume fazer barulho com a boca, dizem que é demonstração de apreciação ao prato.
   Geralmente em restaurantes, antes de se servir, é oferecido um oshibori (toalhinha úmida para limpar as mãos). É falta de etiqueta limpar o rosto, o pescoço, etc..

   
   A História 47 RONINS  
   Este é um celebre caso que retrata de forma peculiar os extremos a que chegam os samurais para cumprir com as suas funções e obedecer rigidamente os seus princípios éticos. Essa história ficou imortalizada; é muito conhecida pelo povo japonês. Ainda hoje é contada em diversas formas e versões, incluindo teatro, cinema, televisão, literatura e teatro de marionetes. O teatro Kabuki tem essa história como tema em uma de suas mais famosas peças, assim como o Bunraku (teatro de bonecos).
   Resumidamente, o que aconteceu foi o seguinte:
   Em 1701, Asano Naganori, do feudo de Akô, fica encarregado de importante trabalho ordenado pelo Xogun. Para desempenhar esse trabalho, Asano fica sob as ordens de um importante funcionários do Xogun, Kira Kozukenosuke. Conta-se que algo deixou Asano profundamente ofendido com Kira, provavelmente porque este não lhe recompensara devidamente pelos seus serviços. Assim, Asano atacou Kira e o feriu, mas não chegou a matá-lo devido à intervenção de terceiros. Segundo as leis que regiam a época, era considerado grave delito contra a autoridade desembainhar a espada em recinto imperial. Assim Asano recebe do Xogun uma notificação de que ele devia praticar o harakiri, para pagar pelo seu crime. Sem questionar mais nada, o senhor de Akô pratica o seppuku.
   Diante dessa situação, os seus vassalos ficam revoltados. Inicialmente, fizeram de tudo para que o feudo de Akô não fosse confiscado, coisa que geralmente acontecia nesses casos, passando a chefia do clã ao irmão mais novo de Asano.
   Mesmo assim, o xogun acaba decretando o confisco das terras de Akô. Com isso, todos os vassalos de Asano tornam-se ronin (samurais sem senhor para servir, desempregados). Um grupo desses samurais, exatamente 47, jura vingar o seu senhor. A princípio usaram a tática de iludir o inimigo, fazendo de tudo para que achassem que eles não estavam nem um pouco preocupados com a tragédia, e desejavam apenas esquecer o caso e viver em paz. Assim, frequentaram assíduamente bordéis e participaram de diversas "noitadas", regadas com muito saquê.
   O ataque se realizou no dia 14 de dezembro de 1702, uma fria noite de inverno.
   Os 47 ronin invadiram a residência de Kira e dominaram todos os seus guardas, que haviam sido pegos de surpresa. Kira havia se escondido, em vão, em um depósito de carvão. Encontrado é morto, e sua cabeça é levada triunfalmente ao túmulo de Asano, pelos seus antigos vassalos.
   Depois da vingança, os 47 ronin se entregam ao xogun. Eles ganham grande simpatia e aprovação públicas, e até mesmo no xogunato surgem opiniões favoráveis à absolvição desses bravos guerreiros, pois a vingança, nesses casos, é vista como uma virtude pelos samurais. Apesar disso, havim violado leis fundamentais do regime destinadas a manter a paz e a ordem. Poucos meses depois eles recebem a ordem de se suicidarem. Todos os 47 rounin praticam sem hesitar o seppuku, incluindo Oishi Kuranosuke, o líder da revolta e seu filho Chikara, de apenas 18 anos.
   
   Uma xícara de chá  
   Nan-in, um mestre japonês, recebeu um professor universitário que o visitou para fazer perguntas sobre o zen. O professor estava cheio de idéias, e fazia muitas perguntas. Nan-in serviu o chá.
   Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e depois continuou a servir mais chá nela.
   O professor observou o derramamento de chá até não poder mais se controlar.
-  Já está derramando! Não cabe mais nada! - Falou o professor.
-  Como esta xícara - disse Nan-in - Você está cheio de suas própria opiniões e especulações.
   Como posso lhe mostrar o zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara?
   
   A lua não pode ser roubada  
   Riokan, um mestre zen, vivia o tipo mais simples possível de vida em uma pequena cabana no sopé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana e surpreendeu-se ao descobrir que não havia nada nela para ser roubado. Ryokan voltou e o pegou.
   - Você provavelmente veio de longe para me visitar - disse ele ao gatuno - E não deve voltar com as mãos vazias. Por favor, tome minhas roupas como um presente.
   O ladrão ficou completamente desnorteado. Ele pegou as roupas e escapuliu.
   Ryokan sentou-se nu, observando a lua.
   - Pobre rapaz.... - ele pensou
   - Eu gostaria de poder ter dado a ele esta bela Lua.
   
   Hora de Morrer  
   Ikkyu, um mestre zen, era muito inteligente até quando era apenas um menino. O seu instrutor possuía uma preciosa xícara de chá, uma peça antiga e rara. Ikkyu acabou quebrando essa xícara e ficou completamente perplexo. Ouvindo os passos de seu instrutor, ele segurou os pedaços da xícara atrás de si. Quando o mestre apareceu, Ikkyu perguntou:
   - Mestre, por que as pessoas têm de morrer?
   - Isto é natural...- explicou o homem mais velho - Tudo tem de morrer e tem um tempo determinado para viver.
   Ikkyu, mostrando a xícara despedaçada, acrescentou:
   - Era tempo de sua xícara morrer.
   
   Certo e Errado  
   Quando Bankei realizava semanas de retiro de meditação, estudantes de muitas partes do Japão compareciam. Durante um desses encontros um estudante foi pego de surpresa roubando.
   O assunto foi relatado a Bankei com a solicitação de que o estudante fosse expulso. Bankei ignorou o caso.
   Mais tarde o estudante foi pego em ato semelhante, e mais uma vez Bankei desconsiderou a questão. Isto irritou os outros estudantes, que redigiram uma petição pedindo o afastamento do ladrão, afirmando que caso contrário eles iriam embora do grupo.
   Quando Bankei leu o pedido, convocou todos para comparecer à sua presença.
   -Vocês são sábios - disse ele
   - Vocês sabem o que é certo e o que é errado. Vocês podem ir para algum outro lugar para estudar se quiserem, mas este pobre irmão não sabe nem mesmo distinguir o certo do errado. Quem lhe ensinará seu eu não o fizer? Vou mantê-lo aqui mesmo que todos vocês partam.
   Uma torrente de lágrimas limpou o rosto do irmão que tinha roubado. Todo o desejo de roubar havia desaparecido.
   
   Céu e Inferno  
   Um samurai corajoso e de temperamento violento foi a um mosteiro à procura de algumas respostas para suas inquietações. Lá foi recebido por um monge jovem e franzino. Olhando o frágil corpo vestido com uma roupa cor ocre, o Samurai disse, prepotente:
   - Quero saber sobre o céu e o inferno.
   O monge olhou para o guerreiro e respondeu com enorme desprezo:
   - Ensinar-lhe sobre o céu e o inferno? Como poderia ensinar alguma coisa? Olhe para você mesmo: imundo, malcheiroso. Você envergonha os samurais. Saia daqui! Não suporto a sua presença!
   O samurai, atônito a princípio, foi tomado de fúria e tremia de ódio, com o rosto cor de púrpura e os lábios trêmulos. Tentava em vão balbuciar algumas palavras. Puxou a espada violentamente e preparou-se para cortar a cabeça do pequeno monge.
   - O Inferno é isso - disse o monge fixando-o nos olhos docemente.
   O samurai deteve a espada no ar assombrado. A dedicação ao serviço e a fraternidade compassiva do monge o levaram a arriscar a própria vida para que ele sentisse o inferno. O guerreiro sentiu o coração aquecido pelo sentimento de gratidão e companheirismo. Olhou para o monge, com a mente pacificada.
   - Isso é o céu - disse o monge, com serenidade.
   
   Natureza  
   Dois monges estavam lavando suas tigelas no rio quando perceberam um escorpião que estava se afogando. Um dos monges imediatamente o pegou e o colocou na margem. No processo ele foi picado.    Ele voltou para terminar de lavar sua tigela e novamente o escorpião caiu no rio. O monge salvou o escorpião e novamente foi picado. O outro monge então perguntou:
   "Amigo, por que você continua a salvar o escorpião quando você sabe que sua natureza é agir com agressividade, picando-o?"
   "Porque," replicou o monge, "agir com compaixão é a minha natureza."
   
   Garotas  
   Tanzan e Ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada. Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.
   "Venha, menina," disse Tanzan de imediato. Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.
   Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então ele não mais se conteve e disse: "Nós monges não nos aproximamos de mulheres, especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?"
   "Eu deixei a garota lá," disse Tanzan. "Você ainda a está carregando?"
   
   Nas Mãos do Destino  
   Um grande guerreiro japonês chamado Nobunaga decidiu atacar o inimigo embora tivesse apenas um décimo do número de homens que seu oponente. Ele sabia que poderia ganhar mesmo assim, mas seus soldados tinham dúvidas. No caminho para a batalha ele parou em um templo Shintó e disse aos seus homens:
   - Após visitar o relicário eu jogarei uma moeda. Se der Cara, iremos vencer; se der Coroa, iremos com certeza perder. O Destino nos tem em suas mãos.
   Nobunaga entrou no templo e ofereceu uma prece silenciosa. Então saiu e jogou a moeda. A Cara apareceu. Seus soldados ficaram tão entusiasmados a lutar que ganharam a batalha facilmente.
   Após a batalha, seu segundo em comando disse-lhe orgulhoso:
   - Ninguém pode mudar a mão do Destino!
   - Realmente não...- disse Nobunaga mostrando-lhe reservadamente sua moeda, que tinha sido duplicada, possuindo a Cara impressa nos dois lados.

 
   
   
   
   
   
   
   
   

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